Saúde

Calculadora de Pace (Ritmo de Corrida)

Calcule pace, tempo ou distância (2‑de‑3), gere splits por km/mi e planeje sua prova.

Importante: Esta calculadora é uma ferramenta de referência e pode conter erros. Consulte um profissional para confirmação.

Parâmetros

Unidade

Digite horas:minutos:segundos. Ex.: 0:45:00

Ritmo

Digite minutos:segundos por km.

Resultado

Tempo total

50:00

Pace

5:00 /km

Velocidade média

12.0 km/h (7.5 mph)

Distância

10,00 km

Splits (por km) — even

SplitPaceAcumulado
15:005:00
25:0010:00
35:0015:00
45:0020:00
55:0025:00
65:0030:00
75:0035:00
85:0040:00
95:0045:00
105:0050:00

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O que é Pace (Ritmo de Corrida)?

O pace é o tempo necessário para percorrer uma unidade de distância, geralmente expresso em minutos por quilômetro (min/km) ou por milha (min/mi). Ex.: completar 5 km em 25 minutos equivale a um pace de 5:00/km. É uma métrica central para planejar treinos e provas, acompanhar a evolução e orientar o esforço ao longo do percurso.

Por que o pace é importante

  • Gestão de energia: manter um pace compatível com seu condicionamento distribui melhor o esforço e evita esgotamento precoce.
  • Prevenção de lesões: ritmos adequados reduzem sobrecargas musculares e articulares.
  • Acompanhamento do progresso: registrar pace em treinos distintos permite enxergar evolução e ajustar a programação.

Como calcular o pace, tempo ou distância

O pace é o tempo para percorrer uma unidade de distância. As fórmulas básicas são:

Na calculadora, basta informar dois dos três campos (distância, tempo, pace) para obter o terceiro. Você também pode alternar entre km e milhas, escolher estratégias de pacing (even/negative/conservador) e gerar a tabela de splits com acumulado.

Estratégias de pacing

Pacing é a distribuição do seu ritmo ao longo da prova ou treino. A escolha depende da distância, altimetria, clima, condicionamento e do seu objetivo (recorde pessoal, treino controlado, prova‑alvo etc.). Na calculadora, você pode pré‑visualizar splits com as opções Even, Negative e Conservative para entender como cada estratégia se comporta na prática.

Constante (Even split)

  • Quando usar: percursos planos, provas longas (meia/maratona) e quando você conhece bem o seu ritmo sustentável.
  • Como executar: definir o pace alvo e mantê‑lo com pequenas oscilações (±1%). Monitore RPE (sensação de esforço), frequência cardíaca ou potência para confirmar que está “no plano”.
  • Prós: economia de energia, previsibilidade de tempo final, baixa variação de esforço.
  • Contras: exige controle mental e leitura precisa de condições externas.
  • Regras de bolso: evite variações maiores que 2–3% entre splits; ajuste em subidas/descidas para preservar esforço.
  • Na calculadora: escolha a estratégia “Even” para gerar splits uniformes.

Negative split

  • Quando usar: 5K e 10K frequentemente favorecem negative; também funciona muito bem em meia maratona quando o clima é ameno.
  • Como executar: iniciar 1–3% mais lento que o pace médio planejado, estabilizar, e progredir para 1–3% mais rápido no terço final (ou últimos 2–3 km em 5–10K).
  • Prós: menor risco de “quebrar”, sensação de controle, chegada forte.
  • Contras: começar conservador demais pode “deixar tempo na mesa”.
  • Regras de bolso: se o pace alvo é 5:00/km, largar por ~5:05–5:10/km e fechar por ~4:55–4:50/km.
  • Na calculadora: selecione “Negative” para ver splits que aceleram gradualmente.

Conservador

  • Quando usar: calor/umidade altos, vento/altimetria relevantes, retorno de lesão, maratona como primeira experiência, treinos de volume.
  • Como executar: planejar um ritmo ligeiramente abaixo da sua capacidade no começo e permitir leve relaxamento do pace ao longo do percurso, mantendo o esforço estável (RPE) apesar das variações externas.
  • Prós: maior margem de segurança fisiológica e térmica, facilita a hidratação e a nutrição.
  • Contras: pode sacrificar alguns segundos no tempo final em condições ideais.
  • Regras de bolso: reduza a ambição do pace em 1–3% em dias quentes/úmidos; priorize constância de esforço.
  • Na calculadora: use “Conservative” para uma leve variação automática entre os splits.

Positivo

  • Quando usar: provas muito curtas e intensas (p.ex., 800–1500 m) ou estratégias específicas de pista.
  • Como executar: saída mais rápida que o alvo seguida de desaceleração controlada.
  • Prós: aproveita frescor inicial; útil em distâncias curtas.
  • Contras: em corridas de rua (5K+), aumenta o risco de queda acentuada de performance.

Parabólico

  • Quando usar: 3.000–10.000 m em pista, onde é comum abrir forte, estabilizar e finalizar com sprint.
  • Como executar: 10–20% inicial mais intenso do que o ritmo médio, estabilização longa, sprint final no último 5–10%.
  • Prós: combina estímulos de velocidade e economia.
  • Contras: difícil de calibrar fora de pista; sensível a erros na largada.

Variável (por terreno/condições)

  • Quando usar: trilhas, ultras, percursos com muita altimetria/vento.
  • Como executar: planejar ritmos por segmento (p.ex., por trecho entre pontos de apoio), priorizando esforço constante. Em subidas, aceite pace mais lento; em descidas, poupe quadríceps.
  • Prós: adapta o plano à realidade do percurso.
  • Contras: requer reconhecimento prévio ou leitura dinâmica do terreno.

Sinais para ajustar no dia

  • RPE subindo cedo demais: alivie 2–5 s/km ou caminhe brevemente em hidratação.
  • FC/potência acima do planejado apesar do pace correto: reduza o ritmo até normalizar.
  • Clima piorou: troque para abordagem conservadora e proteja o tempo final.

Conversões úteis

  • Velocidade (km/h): .
  • Pace min/km ↔ min/mi: 1 milha = 1,609 km. Multiplique/divida o pace por 1,609 para converter.

Como usar a calculadora

  1. Selecione a unidade: km ou milhas.
  2. Preencha dois campos entre distância, tempo (hh:mm:ss) e pace (mm:ss).
  3. Escolha a estratégia (even/negative/conservador) para ver os splits por km/mi.
  4. Revise os resultados: tempo total, pace e velocidade média (km/h e mph).
  5. Compartilhe o plano de splits no WhatsApp ou exporte os dados.

Exemplos rápidos

  • 10K em 50:00 → pace 5:00/km; velocidade ≈ 12,0 km/h.
  • Pace 6:00/km por 5 km → 30:00.
  • Pace 8:00/mi por 10 mi → 1:20:00.

Cadência: como se relaciona com o pace

A cadência é o número de passos por minuto. Muitos corredores performam bem entre 170 e 180 passos/min, mas há variação individual. Aumentos moderados de cadência costumam:

  • Reduzir o tempo de contato com o solo e o comprimento da passada.
  • Diminuir o impacto articular e o risco de lesões por sobrecarga.
  • Melhorar a economia de corrida e ajudar a sustentar o pace com menor esforço.

Monitore cadência com relógios GPS ou aplicativos e faça ajustes gradualmente (p.ex., +3–5% ao longo de semanas).

Como escolher o pacing por distância

  • 5K: negative leve (primeiro km 3–5% mais lento que a média, últimos 2 km mais fortes).
  • 10K: similar ao 5K, porém com início ainda mais controlado.
  • Meia maratona: constante ou negative suave; foco em economia e hidratação.
  • Maratona: constante conservador; use zonas de esforço, energética e termorregulação.

Ajustes por condições externas

  • Calor/umidade: adote ritmo mais conservador, hidrate-se e resfrie-se; reduza a meta de pace.
  • Altimetria/vento: planeje trechos por potência/esforço; aceite oscilações de pace sem “forçar” demais.
  • Terreno irregular: use pacing variável por segmentos; priorize segurança e técnica.

Treinos que melhoram pace e cadência

  • Intervalados: alternam alta intensidade e recuperação, elevando velocidade e tolerância ao esforço.
  • Fartlek: variações livres de ritmo em um mesmo treino, ensinando o corpo a trocar de marcha.
  • Tempo run (limiar): ritmo sustentado moderadamente difícil, melhora economia e resistência específica.
  • Força: fortalecimento de membros inferiores e core aumenta estabilidade e potência.
  • Técnica: postura, cadência um pouco maior e passadas mais curtas tendem a otimizar a mecânica.

Monitoramento com tecnologia

Relógios GPS e apps permitem acompanhar pace, cadência e splits em tempo real, facilitando ajustes imediatos e registros para análise posterior. Use alertas de ritmo/cadência e revisite o histórico para calibrar metas.

Erros comuns ao definir o pace

  • Sair rápido demais empolgado pela largada.
  • Ignorar clima e altimetria na meta de ritmo.
  • Treinar sempre no mesmo pace (falta de variedade de estímulos).
  • Aumentar cadência bruscamente, gerando tensão desnecessária.

Boas práticas e cuidados

  • Evite sair muito rápido: prefira even ou negative split.
  • Em calor/umidade/vento, seja conservador e hidrate-se bem.
  • Use sensação de esforço (RPE) e sua experiência para ajustar ritmos.

Fontes e referências

  • O que é pace e cadência; importância e benefícios de aumentar cadência — UOL Vivabem.
  • Gestão de energia e estratégias para melhorar pace — Bhum.
  • Pace e prevenção de lesões — Boa Forma.
  • O que é pace e como usá-lo para melhorar performance — All4running.
  • Estratégias de pacing — Ativo.
  • Guia de cadência na corrida — ASICS.
  • Monitoramento de pace e cadência — Seja Atleta.

Perguntas frequentes (FAQ)

  • O que é pace na corrida?
    Pace é o tempo por unidade de distância (ex.: min/km). Ex.: 5:00/km significa 5 minutos para percorrer 1 km.
  • Como calcular pace?
    Use a fórmula pace = tempo / distância. Informe dois valores (ex.: distância e tempo) e a calculadora encontra o terceiro.
  • Qual a diferença entre pace e velocidade?
    Pace é min por km/mi (quanto tempo para 1 unidade). Velocidade é km/h ou mph. São inversos: velocidade = 60 / pace(min/unidade).
  • O que é negative split?
    É terminar mais rápido do que começou. A estratégia distribui o esforço para fechar a prova mais forte, evitando sair rápido demais.
  • Como ajustar pace em clima quente ou com subida?
    Condições adversas costumam exigir ritmo mais conservador. Use a estratégia conservadora e monitore a sensação de esforço (RPE) e hidratação.
  • Pace de treino deve ser igual ao de prova?
    Não. Treinos fáceis, tempo e intervalados têm ritmos diferentes. Use zonas e variações de esforço conforme o objetivo da sessão.
  • Qual a cadência ideal na corrida?
    Depende do corredor, mas muitas vezes fica entre 170–180 passos por minuto. Pequenos aumentos de cadência podem reduzir o tempo de contato com o solo, diminuir impacto articular e melhorar a eficiência.
  • Quais estratégias de pacing existem?
    Constante (even), negativo (terminar mais rápido), positivo (começar rápido e desacelerar), parabólico (rápido, estabiliza, sprint final) e variável (oscila por terreno/clima). Corridas de 5–10K frequentemente favorecem negative; longas podem preferir constante; curtas e intensas às vezes usam positivo.
  • Como converter pace em velocidade e vice‑versa?
    Velocidade (km/h) = 3600 / pace_em_segundos_por_km. Para milhas, use pace em seg/milha. Para converter min/km ↔ min/mi, use 1 mi = 1,609 km.
  • Aumentar a cadência ajuda a prevenir lesões?
    Em muitos casos, sim. Aumentos moderados de cadência tendem a encurtar a passada, reduzir o impacto por passo e melhorar a economia, o que pode diminuir o risco de sobrecarga em estruturas articulares e musculares.