Financeiro

Calculadora de Juros Compostos

Simule juros compostos com aportes mensais, CDI, Selic, IPCA e desconto de IR — para investimentos e dívidas.

Importante: Esta calculadora é uma ferramenta de referência e pode conter erros. Consulte um profissional para confirmação.

Gustavo Gawryszewski
Por Gustavo Gawryszewski
CORECON/RJ nº 27763 · CRC/RJ nº 133902/O-3 · Mestre em Economia · MBA FGV

Parâmetros

Deixe 0 para simular um valor único (ex.: uma dívida crescendo)

Resultado

Valor final
R$ 148.023,21
Total investidoR$ 70.000,00
Total em jurosR$ 78.023,21
Taxa efetiva: 1.00% a.m. · 12.68% a.a.

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Evolução mês a mês

MêsAporte acumuladoJuros do mêsSaldo
1R$ 10.500,00R$ 100,00R$ 10.600,00
2R$ 11.000,00R$ 106,00R$ 11.206,00
3R$ 11.500,00R$ 112,06R$ 11.818,06
4R$ 12.000,00R$ 118,18R$ 12.436,24
5R$ 12.500,00R$ 124,36R$ 13.060,60
6R$ 13.000,00R$ 130,61R$ 13.691,21
7R$ 13.500,00R$ 136,91R$ 14.328,12
8R$ 14.000,00R$ 143,28R$ 14.971,40
9R$ 14.500,00R$ 149,71R$ 15.621,12
10R$ 15.000,00R$ 156,21R$ 16.277,33

Calculadora de Juros Compostos: simule investimentos e dívidas com aporte mensal

Os juros compostos são o motor por trás de qualquer investimento de longo prazo — e também da dívida que não sai do lugar. Esta calculadora simula os dois lados: quanto seu dinheiro pode render com aportes mensais, e quanto uma dívida cresce quando fica parada.

Atualizado em 9 de julho de 2026. Taxas de CDI, Selic e IPCA fornecidas pelo Banco Central do Brasil. Tabela de IR conforme a Lei nº 11.033/2004.

O que são juros compostos

Juros compostos são “juros sobre juros”: a cada período, o rendimento (ou o encargo, no caso de dívida) passa a fazer parte do saldo e também passa a render juros nos períodos seguintes. É o oposto dos juros simples, em que os juros incidem sempre sobre o valor original.

A fórmula fechada, sem aportes, é:

Onde é o montante final, é o capital inicial, é a taxa de juros do período (em decimal) e é o número de períodos.

Exemplo passo a passo: R$ 1.000 aplicados a 1% ao mês, por 12 meses, sem nenhum aporte adicional:

O capital de R$ 1.000 vira R$ 1.126,83 — um ganho de R$ 126,83 em juros. Repare que, mês a mês, o valor sobre o qual a taxa incide vai aumentando: no primeiro mês os juros são R$ 10,00 (1% de R$ 1.000), mas no décimo segundo mês já incidem sobre um saldo maior. É esse efeito acumulado que faz a diferença entre juros simples e compostos crescer com o tempo — quanto mais longo o prazo, maior a distância entre os dois regimes.

Com aporte mensal: como o dinheiro cresce de verdade

Poucas pessoas investem um valor único e esperam. O cenário mais comum é aportar todo mês — e é aí que os juros compostos mostram sua força. A calculadora soma, mês a mês, os juros sobre o saldo acumulado mais o novo aporte.

Convenção usada nesta calculadora: o aporte do mês entra depois de os juros daquele mês já terem sido calculados sobre o saldo do mês anterior. Ou seja, o aporte de janeiro passa a render juros a partir de fevereiro, não no mesmo mês em que foi feito. Isso é conservador e reflete bem produtos como CDB e Tesouro Direto, em que o depósito de hoje começa a render a partir do dia seguinte (ou do próximo evento de capitalização).

Em fórmula, mês a mês:

Exemplo real (valor exato do engine da calculadora): aportando R$ 500 por mês, a 1% ao mês, por 10 anos (120 meses), sem nenhum capital inicial:

  • Total investido (soma dos aportes): R$ 60.000,00
  • Total em juros: R$ 55.019,34
  • Saldo final bruto: R$ 115.019,34

Ou seja: quase metade do saldo final (47,8%) veio dos juros, não do bolso do investidor. Isso é o que se costuma chamar de “trabalhar para o dinheiro fazer dinheiro” — e é também por isso que começar cedo importa mais do que aportar um valor maior mais tarde: o tempo de capitalização é o fator que mais pesa na fórmula.

IR sobre renda fixa em 2026

Se o produto escolhido for tributável (CDB, Tesouro Direto, fundos de renda fixa, debêntures comuns), o Imposto de Renda incide apenas sobre o rendimento — nunca sobre o capital aplicado — e segue a tabela regressiva da Lei nº 11.033/2004:

Prazo da aplicaçãoAlíquota de IR sobre o rendimento
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor a alíquota — mais um incentivo a pensar em prazos longos.

A MP 1.303 caducou — o que vale em 2026

Em 2025 houve bastante ruído em torno da MP 1.303/2025, que propunha substituir essa tabela regressiva por uma alíquota única de 17,5% para a maioria dos investimentos financeiros. A medida, no entanto, caducou em 08/10/2025 — perdeu a validade sem ter sido votada e convertida em lei pelo Congresso Nacional, conforme noticiado pela Câmara dos Deputados. Na prática, isso significa que a tabela regressiva tradicional (22,5% a 15%) segue valendo normalmente em 2026, e é essa a tabela usada por esta calculadora.

LCI, LCA, CRI e CRA: isentos de IR

Diferente do CDB e do Tesouro Direto, os papéis de crédito imobiliário e do agronegócio — LCI, LCA, CRI e CRA — são isentos de Imposto de Renda para pessoa física, qualquer que seja o prazo. Isso costuma compensar uma taxa nominal um pouco menor: um LCI a 90% do CDI, por exemplo, pode render líquido mais do que um CDB a 100% do CDI depois do desconto do IR.

IOF: cuidado com resgates antes de 30 dias

Além do IR, resgates feitos antes de 30 dias da aplicação sofrem incidência de IOF regressivo sobre o rendimento (de até 96% no primeiro dia, zerando no 30º dia). Para prazos acima de 30 dias — a maioria dos cenários simulados aqui — o IOF já não incide, e só o IR regressivo entra na conta.

Juros compostos em dívidas

O mesmo mecanismo que faz o investimento crescer é o que faz uma dívida sair de controle. Cartão de crédito no rotativo (taxas médias em torno de 14% a.m.) e cheque especial (em torno de 8% a.m.) são os exemplos mais comuns — e ambos capitalizam mensalmente, ou seja, funcionam por juros compostos.

Exemplo (valor exato do engine da calculadora): uma dívida de R$ 5.000, a 12% ao mês, sem nenhum pagamento por 6 meses:

MêsSaldo devedor
1R$ 5.600,00
2R$ 6.272,00
3R$ 7.024,64
4R$ 7.867,60
5R$ 8.811,71
6R$ 9.869,11

Em apenas 6 meses, a dívida original de R$ 5.000 quase dobra: R$ 9.869,11, dos quais R$ 4.869,11 são só juros. Repare que o crescimento acelera mês a mês — do mês 5 para o 6 o saldo sobe R$ 1.057,40, mais do que a diferença entre qualquer par de meses anteriores.

Isso é chamado de anatocismo (juros sobre juros). Para instituições financeiras, a capitalização de juros — inclusive mensal — é autorizada desde a Medida Provisória 2.170-36/2001, desde que expressamente pactuada em contrato, como costuma ocorrer no cartão de crédito rotativo e no cheque especial. É exatamente por isso que essas modalidades de crédito são consideradas as mais caras do mercado e devem ser evitadas como fonte de crédito de longo prazo.

Se você já está com uma dívida em atraso — boleto vencido, cheque especial estourado ou parcelas atrasadas — e precisa do valor exato com multa, mora e correção pelas regras específicas de cada tipo de cobrança, use:

  • Calculadora de juros de boletos
  • Calculadora de cheque especial
  • Calculadora de débitos em atraso

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes (FAQ)

  • Como calcular juros compostos?
    Aplique a fórmula M = C × (1+i)^n, onde C é o capital inicial, i é a taxa por período (em decimal) e n é o número de períodos. Exemplo: R$ 1.000 a 1% a.m. por 12 meses resulta em R$ 1.126,83 — um ganho de R$ 126,83. Se houver aporte mensal, use a calculadora acima: a soma manual mês a mês fica trabalhosa rapidamente.
  • Qual é a fórmula de juros compostos?
    M = C × (1+i)^n. M é o montante final, C o capital inicial, i a taxa de juros do período (em decimal, ex.: 1% = 0,01) e n o número de períodos capitalizados. Com aporte mensal, a fórmula fechada dá lugar a uma recorrência mês a mês, que é o que a calculadora resolve automaticamente.
  • O aporte mensal também rende juros compostos?
    Sim, mas apenas a partir do mês seguinte ao depósito. Nossa calculadora segue a convenção de aporte no fim do mês: o valor entra depois de os juros do mês já terem sido calculados sobre o saldo anterior, e passa a render a partir do mês seguinte. Simulando R$ 500 por mês a 1% a.m. por 10 anos (120 meses), sem capital inicial, o resultado é R$ 115.019,34 — sendo R$ 60.000,00 de aportes e R$ 55.019,34 de juros.
  • Quanto de Imposto de Renda eu pago sobre juros compostos?
    Depende do prazo da aplicação e segue a tabela regressiva da Lei 11.033/2004: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. O imposto incide só sobre o rendimento (juros), nunca sobre o capital aplicado, e só se aplica a produtos tributáveis como CDB, Tesouro Direto e fundos de renda fixa.
  • LCI e LCA pagam Imposto de Renda?
    Não. LCI, LCA, CRI e CRA são isentos de Imposto de Renda para pessoa física, independentemente do prazo de aplicação. É por isso que, mesmo com uma taxa nominal menor, esses papéis costumam entregar um retorno líquido competitivo com o CDB.
  • A MP 1.303 mudou o IR de investimentos para 17,5% único?
    Não mais. A MP 1.303/2025 chegou a propor uma alíquota única de 17,5% para investimentos financeiros, mas caducou em 08/10/2025 sem ser votada e convertida em lei pelo Congresso. Em 2026, continua valendo a tabela regressiva da Lei 11.033/2004 (22,5% a 15% conforme o prazo), que é a que esta calculadora usa.
  • O que significa investir a 100% do CDI?
    Significa que o investimento rende exatamente a taxa do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que acompanha de perto a Selic. Investir a 110% do CDI rende 10% a mais que o CDI no período; a 90% do CDI, rende 10% a menos. É a forma mais comum de cotar CDBs e outros produtos de renda fixa pós-fixados no Brasil.
  • Qual taxa a calculadora usa para a poupança?
    O rendimento mensal oficial da poupança publicado diariamente pelo Banco Central (série SGS 195), que já reflete a regra vigente e inclui a TR. Se esse dado não estiver disponível no momento, a calculadora usa como alternativa a regra derivada da Selic (0,5% a.m. + TR quando a Selic supera 8,5% a.a.; caso contrário, 70% da Selic + TR).
  • Existe juros compostos diário?
    Sim. O mesmo princípio de juros sobre juros se aplica a taxas diárias — comum em cartão de crédito, cheque especial e alguns investimentos de liquidez diária. Para simular a progressão dia a dia entre duas datas, use nossa Calculadora de Juros Diários.
  • Quanto rende R$ 100 mil a 1% ao mês em 12 meses?
    R$ 112.682,50 — um rendimento bruto de R$ 12.682,50 (100.000 × 1,01^12). Se o produto for tributável e o prazo for de 360 dias (a alíquota de IR de 12 meses corridos), o IR de 20% sobre o rendimento seria de R$ 2.536,50, restando R$ 110.146,00 líquidos.
  • Uma dívida também cresce com juros compostos?
    Sim, e é aí que os juros compostos assustam. Uma dívida de R$ 5.000 a 12% a.m. (comum no cartão rotativo) vira R$ 9.869,11 em apenas 6 meses sem pagamento — quase o dobro do valor original. Quanto mais tempo em aberto, mais rápido o saldo cresce, porque os juros do mês passam a incidir também sobre os juros anteriores.

Como usar a calculadora

  1. Escolha a aba Investimento ou Dívida, conforme o que você quer simular
  2. Informe o valor inicial e, se for investimento, o aporte mensal
  3. Defina a taxa de juros (% a.m. ou % a.a.) e o período
  4. Veja o resultado — no investimento, valor final, total investido e total em juros (com IR quando aplicável); na dívida, total devido e juros acumulados — e compartilhe a memória de cálculo

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